Brasil - Carros dos anos 1950

Anos 1950 - Brasil


A década de 1950 tem como destaque a chegada e construção dos veículos nacionais.

VW Kombi 1950

(importada pela Brasmotor - motor 1100 cc) - Agora, já um pouco amadurecido, mas ainda com o estigma de só dirigir carros feitos muito longe de casa, o motorista brasileiro terá, pela primeira vez o prazer de guiar um carro montado e até mesmo fabricado totalmente nas terras tupiniquins.

VW Kombi ano 1950
VW Kombi ano 1950

VW 1100 1950

VW Sedan ano 1950(importado pela Brasmotor - o sedan com motor 1100 cc) - O Volkswagen Sedan (Fusca), foi o primeiro modelo de automóvel fabricado pela companhia alemã Volkswagen. Foi o carro mais vendido no mundo ultrapassando em 1972 o recorde que pertencia até então ao Ford Modelo T. O último modelo do VW Sedan foi produzido no México em 2003.

VW Sedan 1950
VW Sedan ano 1950

VW Kombi ano 1951

(importada - motor 1100 cc) - A Kombi foi um automóvel utilitário produzido pela Volkswagen. Foi fabricada ininterruptamente no Brasil de meados de 1956 até 18 de dezembro de 2013, quando por força de um decreto, os carros a partir de 2014, deveriam ser dotados de freio tipo ABS e possuir air-bag frontal duplo (para o condutor e passageiro do banco dianteiro). É considerada a precursora das vans de passageiros e carga.

VW Kombi ano 1951
VW Kombi ano 1951

VW Kombi ano 1953

(montada aqui oela Brasmotor - motor 1100 c) - O nome Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug que quer dizer 'veículo combinado' (ou 'veículo multi-uso', em uma tradução mais livre). O conceito por trás da Kombi surgiu no final dos anos 1940, ideia do importador holandês Ben Pon, que anotou em sua agenda desenhos de um tipo de veículo inédito até então, baseando-se em uma perua feita sobre o chassi do Fusca. Os primeiros protótipos tinham aerodinâmica terrível, porém retrabalhos na Faculdade Técnica de Braunschweig deram ao carro, apesar de sua forma pouco convencional, uma aerodinâmica melhor que a dos protótipos iniciais com frente reta. Testes então se sucederam com a nova carroceria montada diretamente sobre a plataforma do Fusca, porém, devido a fragilidade do carro resultante, uma nova base foi desenhada para o utilitário, baseada no conceito de chassi monobloco.

VW Kombi ano 1953
VW Kombi ano 1953

VW Sedan ano 1953

(importada pela VW - motor 1100 cc) - A partir de 1950, o 'Fusca' começou a ser importado para o Brasil. No dia 11 de setembro de 1950 desembarcaram no porto de Santos 30 Volkswagens e permaneceram por lá em exposição. O sucesso foi imediato, os veículos avaliados em 20 000 cruzeiros, foram vendidos pelo extraordinário valor de 60 000 cruzeiros cada veículo.

VW Sedan ano 1953
VW Sedan ano 1953

VW Sedan ano 1954

(montado pela VW - motor 1200 cc) - O modelo importado era o conhecido 'Split Window', com vidro traseiro dividido em dois, modelo Export (havia o Standard, mais simples, nunca produzido no Brasil).

VW Sedan ano 1954
VW Sedan ano 1954

Jeep Universal CJ3B ano 1954

(montados com as peças americanas) - A Primeira Guerra Mundial mostrou a necessidade de um veículo de reconhecimento leve, rápido, para todo o terreno, que substituísse as tradicionais motos com side car usadas por mensageiros. O Exército Norte-Americano, com o agravamento da Segunda Guerra Mundial, lançou este desafio aos fabricantes de automóveis. Em 11 de julho de 1940 foi enviado um pedido a 135 fabricantes para o desenvolvimento de um veículo que atendesse as seguintes especificações: veículo com tração 4x4, em aço estampado de fácil fabricação, capacidade para 03 passageiros e metralhadora .30, peso máximo de 600 Kg (depois mudado para 625 Kg), carga útil mínima de 300 Kg, potência de motor mínima de 40 hp, velocidade máxima de no mínimo 80 Km/h, entre outras características. O prazo de entrega do protótipo era de 49 dias, e 75 dias para a entrega de 70 veículos. Somente a American Bantam Car Company e a Willys-Overland responderam ao pedido do Exército. A Bantam foi a única empresa que entregou o protótipo no prazo vencendo a Willys na concorrência. O protótipo da Bantam, o pequeno MK II (figura 1), foi entregue ao Exército em 23 de setembro de 1940 sendo submetido a duros testes em mais de 5.000 Km de estradas não pavimentadas. A conclusão final dos avaliadores foi: “este veículo demonstrou amplo poder e todos os requisitos para o serviço.” A American Bantam Car Company foi a empresa que criou o Jeep, ao contrário do que muitos podem pensar atribuindo este fato a Willys-Overland. Mesmo com o protótipo da Bantam atendendo as exigências, o Exército incentivou a Willys e depois a Ford a apresentarem seus projetos, pois desejava mais de um fornecedor para produção em massa dos veículos. Para isto facilitou o acesso dos engenheiros destas empresas para que estudassem o protótipo apresentado pela Bantam. A Willys apresentou o seu modelo em 11 de novembro de 1940, denominado de “Quad”. O veículo da Willys suscitou o interesse do exército e a cólera da Bantam, pois o mesmo tinha aspecto visivelmente similar ao protótipo apresentado pela Bantam. O protótipo da Ford chamado de Ford GP “Pygmy” foi entregue em 23 de novembro de 1940. Visualmente os três protótipos eram bastante similares.

Jeep 1954
Jeep CJ5 1954

Romi-Isetta 1956 a 1961

O Isetta foi um dos microcarros produzido nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. Embora o desenho seja originário de Itália, construíram-se noutros países como Espanha, Bélgica, França, Brasil, Alemanha e Reino Unido. Em 9 de abril de 1953 a empresa italiana Iso Automotoveicoli, fabricante de motocicletas e triciclos comerciais, apresentou no salão de Turim um projeto iniciado em 1952 denominado Isetta, que consistia em um automóvel de baixo custo, voltado para a realidade da economia do pós-guerra italiano. Projetado pelo engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi, possuía características peculiares, como porta frontal para facilitar o acesso ao interior do veículo, pequenas dimensões, boa dirigibilidade e performance suficiente para a época (máxima de 85 km/h) com um consumo de até 25 km com apenas um litro de gasolina. Apesar dos evidentes dotes de racionalidade e economia, sua vida na Itália teve curta duração e sua fabricação encerrou-se em 1956. O Romi-Isetta foi o primeiro automóvel produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo. Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d'Oeste (São Paulo). Em 28 de agosto de 1955, foi publicada a notícia no jornal Diário de São Paulo informando que as indústrias Romi produziriam o Romi-Isetta no país. Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta, equipado com um motor de dois tempos, se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro. A estratégia de publicidade adotada pelo fabricante visava a expor o modelo a diferentes públicos: de segundo carro para a família ao estudante universitário. Algumas peças publicitárias foram criadas visando o público feminino, como por exemplo o anúncio que exibia uma mulher saindo de uma gaiola para entrar em um Romi-Isetta, com os dizeres 'agora sou livre'. Em 1959 o Romi-Isetta passou a ser equipado com um motor de quatro tempos de fabricação BMW. Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil, muitas das quais ainda hoje permanecem nas mãos de colecionadores.

Romi-Isetta
Romi-Isetta

Chevrolet Marta Rocha 1955

Em 1954, o Brasil foi bem representado no concurso Miss Universo, nos Estados Unidos, apesar de ter ficado em segundo lugar veio justamente de lá a homenagem a uma das mais belas mulheres brasileiras, Martha Rocha, em formato de carro cheio de curvas e, neste caso, com algumas 'polegadas a mais' no motor.

Chevrolet Marta Rocha 1955
Chevrolet Marta Rocha 1955

DKW-Vemag F91

Camioneta ano 1956 (sendo montada no Brasil) - A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, que teve dois derivados populares, a Caiçara e a Pracinha, produzidos respectivamente entre 1963 e 1965 e entre 1965 e 1966. Ao total, foram produzidas 55692 unidades (47769 unidades da Vemaguet, 1173 unidades da Caiçara e 6750 unidades da Pracinha).

DKW-Vemag Universal 1956
DKW-Vemag Universal 1956

Jeep Willys ano 1957

Os protótipos da Bantam, Willys e Ford tinham suas particularidades. O veículo da Bantam tinha 920 Kg, estando acima da exigência de peso do exército, mas era mais leve que o modelo da Willys com 1.090 Kg. O “Quad” da Willys tinha como seu ponto forte o motor, que superava as especificações do exército com seus 60 hp (o Bantam possuía 45 hp e o Ford 46 hp). Com os protótipos dos três fabricantes em mãos, o exército encomendou 4.500 veículos (1.500 para cada fabricante) com o objetivo de testar os mesmos em condições reais. A exigência de 600 Kg foi revista e o peso do veículo foi estipulado em 980 Kg. Sob a falsa alegação de que a American Bantam Car Company não teria capacidade de produção e sua situação financeira era delicada, o Corpo de Intendência do exército concedeu a Willys-Overland Motors, Inc. em 23 de julho de 1941 o contrato para fabricação do Jeep com um pedido inicial de 16.000 veículos. A evolução do Jeep para o mercado civil tinha começado antes da vitória. Em 1944 foram desenvolvidos planos para se utilizar o Jeep na agricultura, pois o mesmo teria sucesso garantido se usado como implemento agrícola, carro de trabalho, puxador de peso e além disto levar a família à missa aos domingos. Com este objetivo, 22 protótipos do veículo civil foram produzidos a partir do modelo militar e receberam o nome de CJ-1 (Civilian Jeep)

Willys Jeep 1957
Willys Jeep 1957

Ford F-100 ano 1957

A Ford montava carros em CKD desde 1919, mas em 1955 com a definição do GEIA que Ford e GM só fariam caminhões por que achavam viável, em outubro de 1957 na linha 1958 chegava o primeiro Ford nacional nas ruas era a picape F100, Por fora até que o visual é interessante para época, ela media 4.80metros de comprimento e 2.79metros de entre - eixos, única opção de câmbio: manual de três marchas com avalancha na coluna e tração traseira e o motor era longitudinal era o oito cilindros V 272 da família Y de 4.5 litros, 16 válvulas com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas no bloco acionado por varetas, o seu diâmetro é de 92mm e o curso é de 83.8mm o que totalizavam 4.458cm3, a sua taxa de compressão era de 7,3:1 e dotada de carburador de corpo duplo e com isso passou a gerar 33.4KGFMa2400RPM e 164CVa4400RPM, a sua suspensão é dependente tipo eixo rígido com feixe de molas e amortecedores nos dois eixos, os freios eram a tambor nas quatro rodas e a direção era do tipo setor e rosca sem fim, tem utilitário que ficou nesse esquema até o fim, Kombi: estou falando de você. lógico que na época as picapes usavam esse esquema de freios e suspensão.

Ford F-100 ano 1957
Ford F-100 ano 1957

DKW-Vemag camioneta ano 1957

(porta traseira modificada) - Inicialmente era conhecida apenas como 'Camioneta DKW-Vemag' ou como 'Perua DKW-Vemag', recebendo a denominação de Vemaguet apenas em 1961. Os modelos datados de 1956 a 1957, anteriores portanto à produção da Vemaguet, foram montados pela Vemag sob licença da DKW da Alemanha e eram derivados da perua DKW F91 Universal, enquanto os modelos da Vemaguet eram derivados da família F94.

DKW-Vemag Universal 1957
DKW-Vemag Universal 1957

DKW-Vemag Munga ano 1957

O Candango é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1963. Foram produzidas 5607 unidades, mas algumas fontes falam em 7868 unidades ou em 4400 unidades. O nome foi dado em homenagem aos operários que participaram da construção de Brasília, inaugurada em 1960, chamados de candangos. Era derivado do off road alemão Munga, que fora produzido entre outubro de 1956 e dezembro de 1968. O nome Munga foi criado a partir da expressão em alemão: 'Mehrzweck UNiversal Geländewagen mit Allradantrieb', que significa 'automóvel de uso universal para qualquer terreno com tração nas quatro rodas'. O Munga foi vendido para a polícia alemã e para as forças armadas de vários países integrantes da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, além de ter feito sucesso em aplicações ligadas à agricultura e a todo tipo de atividade que exigisse movimentação em estradas de baixa qualidade. O mesmo sucesso foi esperado no Brasil, mas a produção do Candango foi prematuramente encerrada devido principalmente à falta de interesse por parte dos militares. Ao total, foram produzidos cerca de 46.750 exemplares do Munga.

DKW-Vemag Munga 1957
DKW-Vemag Munga 1957

Caminhao Chevrolet Marta Rocha ano1957

O Chevrolet 6500, foi o primeiro caminhão GM produzido no Brasil. Seu lançamento ocorreu em julho de 1958 e foi substituída em 1964 pela linha C-10. Produzido na fábrica de São Caetano do Sul/SP com indice de nacionalização de 54% do seu peso. A versão brasileira possui estilo único, pois sua cabine só foi produzida no Brasil. Trata-se de uma mistura do modelo 'Advanced Design' (cabine da pick-up 1954 e 1955 1ª série) com a frente americana da série 'Task Force' (pick-up 1955 2ª série até 1959). O nome Chevrolet Brasil se deve ao fato de ser o 1º modelo produzido no mercado brasileiro. Os logotipos do modelo traziam um mapa do Brasil em seu interior. Equipada com motor Jobmaster 261 (4278cc), 6 cilindros em linha, fabricado em São José dos Campos, São Paulo. Em fins de 1962 foi introduzida uma reestilização na dianteira, com nova grade e 4 faróis.

Caminhao Chevrolet Marta Rocha ano1957
Caminhao Chevrolet Marta Rocha ano1957

DKW-Vemag ano 1958

(auto nivel de nacionalização) - A Vemag lançou seu 'carro de passageiros' ou 'Grande DKW-Vemag' em 1958. Derivado da família F93 alemã da Auto Union, era um sedan de quatro portas com capacidade para seis pessoas. Seu motor, de três cilindros a dois tempos, tinha 900 cc. Ele sofreu sua primeira mudança estética em 1961, com a eliminação dos quatro frisos traseiros sobre a tampa do porta-malas e o novo desenho dos pára-choques, com mais cromados, poleiros e garras duplas semelhantes às do Cadillac de meados da década de 1950 ou, como preferiam os brasileiros, semelhantes a “seios femininos”. As calotas igualmente mudaram: deixaram de ser convexas, parecidas com as dos Volkswagen, para adotar um formato cônico com uma tampa metálica no centro, pintada de preto. O motor melhorou, com sua cilindrada passando a 1000 cc. Foi o primeiro carro nacional submetido a um teste pela revista 'Quatro Rodas', a mais importante do país até hoje.

vemag 1958 sedan
DKW-Vemag 1958 sedan

DKW Porta Suicida

Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas suicidas (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas 'deixa ver' ou 'DêChaVê' (como ficou comum no Brasil). Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias. No ano de 1964 as portas foram alteradas para a forma tradicional de abertura, de trás para frente, a favor da segurança. Seu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

DKW Porta Suicida
DKW Porta Suicida

Chevrolet Brasil 3100 ano 1958

Originalmente, a Chevrolet 3100 é um carro de trabalho, cujo nome verdadeiro não tem lá muito glamour comercial. Por isso, o apelido veio a calhar (normalmente sem o “h” no primeiro nome, diferente da homenageada). Trata-se de um modelo de mecânica robusta, pouco confortável, resistente para transportar peso e enfrentar estradas de terra. Nada de esportividade ou conceitos urbanos como as propostas atuais. Fabricado em meados de 1955 até o final de 1956, o veículo de design arredondado arrebatou os brasileiros. Alguns dizem que o apelido veio da cabine larga. Outros, que o importante são os para-lamas evidentes. Outros afirmam que a combinação saia e blusa em branco e azul – a cor dos olhos da modelo – é imbatível. De qualquer maneira, a referência de beleza na época era a miss Brasil que, reza a lenda, perdeu o concurso pelas medidas generosas de quadril. A picape, ainda hoje, para o trânsito para ser admirada.

Chevrolet Brasil 3100 1958
Chevrolet Brasil 3100 1958

Rural Brasil Willys ano 1958

A Rural Willys é um utilitário que foi produzido pela Willys Overland nas décadas de 1950, 1960 e 1970 no Brasil. Na década de 1970, passou a ser produzida pela Ford do Brasil, que comprou a fábrica da Willys em 1967, mantendo inalterados o nome Rural e praticamente todas as características do veículo. Foi lançado nos Estados Unidos em 1946 com o nome de Jeep Station Wagon, tendo sido o primeiro veículo do tipo com a carroceria toda em metal, em contrapartida às carrocerias de madeira, então comuns. Com pequenas diferenças, foi produzido também em outros países como o Japão, onde foi fabricado pela Mitsubishi, com o nome J37 e a Argentina, onde foi fabricado pela Kaiser e é conhecido como Estanciera. O modelo brasileiro foi redesenhado em 1960 utilizando como inspiração a arquitetura moderna de Brasília, em construção na época. Este desenho acompanhou a Rural até o encerramento de sua produção em 1977. No Brasil foram produzidas versões com tração 4X4 e 4X2, com motores a gasolina de seis cilindros em linha e cilindrada de 2.6 ou 3.0 litros (opcional). O motor de 2.6 litros, ou 161 polegadas cúbicas, foi o primeiro motor a gasolina fabricado no Brasil e também equipava outros veículos da fábrica Willys, como o Jeep e o Aero. O motor 3.0, utilizando o mesmo bloco, equipava o Itamaraty. A partir do segundo semestre de 1975, até o final da produção, em 1977, a Rural foi fabricada com motor Ford, denominado OHC, de quatro cilindros e 2.3 litros de cilindrada. Em todas as versões, tinha potência aproximada de 90 hp (cavalos-vapor), adequada à época e características do veículo. A Rural Willys pode ser considerada 'avó' dos atuais utilitários esportivos existentes, pois era um veículo com espaço para a família, mas robusto e com vocações off-road, ou seja, capaz de enfrentar ruas e estradas de terra, lama ou mal conservadas. Em 1961 entrou em linha a versão picape da Rural, chamada de Pick-Up Willys ou Pick up Jeep e, posteriormente, F-75. A versão militar, amplamente utilizada pelas Forças Armadas do Brasil, denominava-se F-85. Na Argentina, este modelo foi conhecido como Baqueano. A F-75 manteve-se em produção pela Ford do Brasil até 1981.

1958 Rural Brasil Willys
1958 Rural Brasil Willys

Kombi ano 1959

(fabricada no Brasil - motor brasileiro) - Finalmente, após três anos passados desde o primeiro desenho, o carro ganhava as ruas em 8 de março de 1950. O grupo Brasmotor passou a montar o carro no Brasil em 1953 e a partir do dia 2 de setembro de 1957 sua fabricação - o que faz do veículo o primeiro Volkswagen fabricado no Brasil, e o que esteve por mais tempo em produção.

VW Kombi 1959
VW Kombi 1959

VW Sedan 1200 (Fusca) ano 1959

Diante do sucesso, a empresa Brasmotor (ainda existente hoje, sob o nome Brastemp) começou a montar os veículos que eram importados da Alemanha.

VW Fusca 1959
VW Fusca 1959

Jeep Universal CJ3B ano 1959

A partir destes protótipos foi lançado em agosto de 1945 o primeiro Jeep civil, o CJ2A ao preço de US$ 1.090,00. Os anúncios proclamavam: 'Uma usina de força sobre rodas'. Possuía uma porta traseira, estepe montado lateralmente, faróis maiores, limpador de para-brisas automático, tampa do tanque de combustível externas e outros detalhes não disponíveis em seus antecessores militares. Em 1949, foi lançado o modelo CJ3A, similar ao CJ2A, mas com uma transmissão e caixa de transferência mais robusta. O modelo CJ foi atualizado em 1953, para o modelo CJ3B. A carroceria do mesmo recebeu um capô e grade dianteira mais altos para acomodar o novo motor de 4 cilindros Hurricane F-Head, mais robusto que seu antecessor o popular 'Go Devil'. No Brasil este modelo devido a sua nova frente mais alta recebeu o simpático apelido de 'Cara de Cavalo'

Jeep Universal 1959
Jeep Universal CJ3B 1959

Ford F100 ano 1959

A F100 nacional chegava ao mercado com motor V8 de 4.5 litros e 164CV. A única concorrente da época era a 3100 conhecida como 'Chevrolet Brasil' e se a GM escolheu o caminho do desempenho com economia: se bem que seis cilindros não espera economia..... a Ford escolheu o caminho do desempenho e na época era preferida dos peixeiros devido ao excelente desempenho do V8 e na sua época era a picape nacional mais potente e capacidade de carga era de 650KG, em outubro de 1958 na linha 1959 nada muda, em outubro de 1959 na linha 1960 nada muda, em outubro de 1960 na linha 1961 nada muda, em outubro de 1961 na linha 1962 chegava a segunda geração, a picape ganhava a caçamba maior, um visual totalmente novo e o mesmo chassi, ela media 4.85metros de comprimento e o entre - eixos foi mantido, o câmbio foi mantido, a suspensão, freios e direção também e o motor V8 também e a capacidade aumentou para 700KG e agora ela vinha em duas versões de acabamento: Ranchero e Passeio e lembrando que a indústria automobilista começou com produtos desatualizado a geração anterior tinha sido aposentado em 1957 nos EUA e esse modelo que que agora estou citando foi aposentado em 1961 nos EUA.

Ford F100 ano 1959
Ford F100 ano 1959

DKW Candango ano 1959

(motor 1000 cc)

1959 candango
1959 candango

Ford F600 ano 1959

Um elegante Ford F-600 de 1957, check o primeiro ano do modelo no Brasil. O para-brisa curvo porém não envolvente caracterizava o caminhão da Ford, sick baseado no modelo americano de 1953 a 1955. Em 1958, seria introduzida a cabina revisada com para-brisa envolvente, chamado de “full-wrap”, com “quase dois metros de cabine”, segundo anúncio da época. Esta era, na verdade, a cabina americana de 1956. Em 1959, chegava o irmão menor, o F-350, o primeiro caminhão 3/4 fabricado no país, com estilo similar e já com o novo para-brisa envolvente. A primeira fase da Série F com este estilo duraria até 1961. Em 1962, chegava a cabina com linhas mais angulosas da nova Série F “Super Ford”.

1959 ford F600
1959 ford F600

Simca Chambord 1959

Simca Chambord foi o nome de um automóvel produzido pela Simca francesa entre 1958 e 1961, desenvolvido a partir do Simca Versailles. Tal como este, imitava os automóveis americanos da época. Foi o primeiro automóvel de luxo a ser construído no Brasil sob licença, desde 1959 até 1967. O Chambord também marcou uma época por ser o veículo usado pelo ator Carlos Miranda, protagonista da popular série de TV O Vigilante Rodoviário. Apesar de sua boa aparência, a primeira versão do Chambord tinha o desempenho comprometido pelo motor Aquilon, um V8 fraco de válvulas no bloco, herança da Ford francesa, o que lhe valeu o apelido jocoso de 'O Belo Antônio' (bonito, mas impotente). Em 1964 sua carroceria foi reformulada e recebe o motor Tufão de 100hp. O Simca Présidence foi a versão luxuosa do Simca Chambord. Tinha calotas raiadas (tipo as do Maserati 250F), pneu estepe atrás do porta-malas, cores exclusivas e bancos de couro. Recebeu em 1965 o motor V8 do Tufão, de 110 hp e, no final de 1966 ,o motor V8 Emi-Sul de 140 hp.

Simca Chambord 1959
Simca Chambord 1959

Caminhão Chevrolet 6500 Marta Rocha ano 1962

O Chevrolet 6500, foi o primeiro caminhão GM produzido no Brasil. Seu lançamento ocorreu em julho de 1958 e foi substituída em 1964 pela linha C-10. Produzido na fábrica de São Caetano do Sul/SP com indice de nacionalização de 54% do seu peso. A versão brasileira possui estilo único, pois sua cabine só foi produzida no Brasil. Trata-se de uma mistura do modelo 'Advanced Design' (cabine da pick-up 1954 e 1955 1ª série) com a frente americana da série 'Task Force' (pick-up 1955 2ª série até 1959). O nome Chevrolet Brasil se deve ao fato de ser o 1º modelo produzido no mercado brasileiro. Os logotipos do modelo traziam um mapa do Brasil em seu interior. Equipada com motor Jobmaster 261 (4278cc), 6 cilindros em linha, fabricado em São José dos Campos, São Paulo. Em fins de 1962 foi introduzida uma reestilização na dianteira, com nova grade e 4 faróis.

Caminhão Chevrolet 6500 Marta Rocha ano 1957
Caminhão Chevrolet 6500 Marta Rocha ano 1957